Pizza sem bola de sorvete = Cubo mágico em menos de 1 minuto.

junho 28, 2007 às 3:56 | Publicado em negócios, pessoal, tecnologia | 3 Comentários

Voltando após um tempo sem postar, devido a fatos inéditos (pessoais e profissionais), volto nessa madrugada pra expor alguns pontos de vista (enquanto não esqueço) sobre uma discussão numa pizzaria com 5 pessoas (contando comigo). Há sempre discussões em volta de software livre, open source, software proprietário, empresas privadas, e como consequência os famosos “xiitas”. Mas até que ponto ser? E nessa reunião o foco foi modelo de negócios para debater diversas soluções corporativas que solucione os problemas dos clientes. Temos alguns casos que consegui analisar hoje entre a pizza de pepperoni e a de quatro queijos: 🙂

Software Livre:

Há sempre uma velha discussão de que o importante é “ser livre”. Apóio com certeza o “movimento”, inclusive ainda participo, mas tenho prioridades profissionais que é a satisfação do cliente. Sem dúvidas excelentes softwares são livres e é sempre uma primeira carta na manga na hora de executar algum serviço, principalmente em suporte. Mas não é solução única que faz milagres, ou que temos alguma obrigação de contribuir, pois afinal, não recebo patchs de alimentos, nem release candidate de carros, pre-alpha no cinema, beta de celulares, e muito menos donations por paypal para dedicar tempo exclusivo.

Software Proprietário:

Falando de uma maneira “politicamente (in)correta”, é visto com péssimos olhos pela grande massa de xiitas causando diversos conflitos de intelectualidade entre profissionais da área, como a de prestação de serviços. Mas que resolve tantos problemas quanto outros onde não há uma alternativa mais confiável. Mesmo assim muita gente não enxerga isso como uma solução, mas sim como um problema, simplesmente por alguma ética ou filosofia. (Ainda bem que não tinha nenhum xiita na mesa).

Software Proprietário baseado em Software Livre:

São soluções muito visíveis no mercado atualmente. Soluções de sistemas embarcados, onde a maior parte da base do produto é feita com software livre e o código principal é todo compilado ou gerado um bytecode. Assim é possível oferecer um sistema com uma base íntegra, confiável e todo um sistema que atende a necessidade do cliente no qual nenhum outro oferece.

Garantia:

Uma empresa quer sentir confiança no serviço prestado. Ela quer ficar tranquila de que se algum problema ocorrer, haverá uma solução imediata. Mas para isso é necessário todo um comprometimento do serviço prestado. Seja ele em software livre ou software proprietário, deve haver uma garantia de atendimento/suporte em nível de extrema excelência para solucionar qualquer tipo de problema que a empresa possa enfrentar. A empresa quer buscar além tudo, uma continuidade do serviço prestado e nunca fica na mão num problema.

Suporte:

É onde todos saem ganhando. A empresa que contrata, pois tem a garantia de que eventuais problemas serão resolvidos, e da empresa prestadora de serviços que se mantém vinculado por contrato e, com isso, irá aprimorar ainda mais seus produtos.

Divergência:

Esse o ponto crítico onde queria chegar. Devido a diversos extremos, pode haver conflitos de filosofias e éticas entre profissionais onde quem sai perdendo é a empresa que contrata o serviço. Para evitar dois pensamentos básicos resolvem:

Imparcialidade: Primeiro deve-se levar em conta o que o cliente quer. Parece óbvio mas se o cliente quer uma caixa preta, mesmo que tenha sido sugerido uma caixa azul, a caixa terá que ser feita na cor preta e ponto final. Não importa as vantagens e desvantagens apresentadas, tem que ser feito o solicitado.

Interoperabilidade: É fato. Há cada vez mais ambientes heterogêneos e temos que estar preparado para isso. O cliente pode possuir servidores windows, linux, novel, unix, solaris e também desktops windows, linux, mac, beos, etc… Onde também há diversas aplicações críticas fortemente amarradas em cada, onde o porte para alguma outra plataforma seria inviável.

Senso Crítico Profissional:

O profissional deve resolver o problema com a melhor solução viável possível. Seja ela livre, proprietária ou mista é dever de quem presta o serviço garantir a total eficácia da solução do problema, e não trazer um problema a mais por motivos de divergências

E encerro essa discussão. Acho que daria um livro maior que do Musashi tudo a ser dito, mas como ficamos sem pizza de sorvete deixarei pra uma próxima vez!

Link para consulta militonto-xiita.

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